30/08/2013

Marmiteira milionária fatura até R$ 3,2 milhões ao ano. Conheça o negócio e inspire-se


Congelados da Sônia produz 20 mil refeições mensais com representantes no RJ e em SP




Marmiteira e milionária! Paulista de nascença e carioca de coração, a empresária Sônia Carpegiani construiu um verdadeiro império como a "Rainha das Quentinhas". Há 27 anos, a sua casa deu espaço para a produção de pratos saudáveis congelados. O negócio cresceu e deu tão certo que hoje a empresa atinge um faturamento anual de R$ 3,2 milhões com a venda de quase 20 mil marmitas por mês. Conheça a história dessa empreendedora de sucesso e inspire-se para conquistar uma trajetória de sucesso como a dela

Tudo começou quando Sônia foi para o Rio de Janeiro com a família e participou de um programa de reeducação alimentar, chamado de Vigilantes do Peso. Nessa época, ela nem sonhava que se tornaria milionária produzindo as marmitas em sua própria casa. Além de consegui emagrecer 6kg e trabalhar na empresa, por meio da iniciativa que ela teve a ideia que iria mudar a sua vida

Como o marido estava passando por uma grande dificuldade financeira, a empreendedora decidiu que era hora de ajudá-lo. Começou a fazer, em casa, pratos congelados saudáveis para vender para fora. Filha de alemães e portugueses, cozinhar nunca foi um grande problema para essa empreendedora brasileira

As refeições eram colocadas em marmitas de alumínio e congeladas. O marido fazia as entregas. Na época, a propaganda era feita no boca a boca e os pratos ficaram conhecidos como “congelados da Soninha”, que deu nome à empresa posteriormente, que hoje fatura

Durante cinco anos, toda a produção funcionava dentro de um apartamento em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Na época, Sônia ainda trabalhava no Vigilantes do Peso:

— Realmente foi muito difícil mesmo. Eu acordava às 3h para dar conta, tinha que me virar

Segundo o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, o trabalho em casa reduz os custos de manutenção da empresa e de transporte. Porém é importante verificar se a legislação permite a realização da atividade escolhida no ambiente familiar

Como no caso da empreendedora, o negócio era possível de ser realizado no modo home-office, ela deu início e chegou a vender dez pratinhos por dia. Em 1986, a empresa faturava R$ 2.000 por mês. Sônia tentava organizar o negócio dentro do apartamento. A foto mostra Sônia com a sua primeira geladeira apelidada carinhosamente de "Moeda do Tio Patinhas":

— As salas ficavam com quatro freezers. E depois que minha filha casou, dei graças a deus porque deu para colocar dois freezers no quarto

O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, aconselha que é importante delimitar o local de trabalho:

— É preciso considerar também a possibilidade de entrada de pessoas estranhas em casa. Caso essa prática seja indispensável, é importante delimitar bem o local de trabalho para não comprometer a liberdade dos demais moradores

Em meados da década de 80, Sônia ainda teve que enfrentar o racionamento de alimentos no Plano Collor:

— Dificultava a venda dos produtos, 1 kg de carne para cada um. A gente tinha que ficar na fila de supermercado desde as 3h. Era um racionamento

Em 1991, a empresa saiu do apartamento e ocupou um espaço de duas lojas no Cadeg (Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara), no bairro do Benfica, centro do Rio de Janeiro.

A demanda, nesta época, tinha aumentado para 50 marmitas por dia, conta Sônia:

— Não tinha mais condições de ficar lá por não poder crescer mais. A gente precisava ter mais lugares para freezers, uma cozinha maior porque eu não dava mais conta sozinha

Em 1993, mais uma mudança. Desta vez, a família Carpegiani comprou em um leilão uma fábrica falida por R$ 65 mil e reformou o espaço. O local já contava com uma câmera frigorífica, o que facilitou os trabalhos. Nessa época, a empresa já tinha 30 funcionários

Segundo Sônia, tudo foi feito sem empréstimos em bancos ou financeiras:

— A gente só cresceu, conforme nós podemos

Apesar de a empresa ter saído de dentro da residência, o Sebrae orienta que as pessoas que trabalham em casa separem uma linha de telefone para as questões profissionais, definam uma jornada e procurem encerrar as atividades no mesmo horário

Em 2000, a empresa Congelados da Sônia voltou a ser instalada no bairro do Benfica, no Rio de Janeiro, onde está há 13 anos

Com o tempo, vieram também as conquistas financeiras. A empresária hoje tem um apartamento com valor superior a R$ 1 milhão em um bairro de classe média alta do Rio de Janeiro. Sônia também conseguiu conhecer a Europa e os Estados Unidos

Hoje, as duas filhas trabalham na empresa. Além delas, um dos genros também deixou o seu trabalho de engenheiro na Ford para se dedicar ao negócio

Para a empreendedora, um sonho realizado foi ter proporcionado para as duas filhas uma carreira dentro do negócio delas

As filhas hoje é quem comandam o “Congelados da Sônia”, que tem cem funcionários. Com faturamento milionário, Sônia ergueu sua fortuna com o negócio que surgiu, inicialmente, dentro de sua própria casa

Sônia Carpegiani, hoje com 70 anos, está aposentada, faz aulas de pilates e curte a vida. Ela aconselha aos empreendedores que estão começando a ter muita vontade de trabalhar e encontrar um negócio de acordo com a sua vocação:

— O maior conselho que eu posso passar é que a pessoa seja muito humilde e tente achar um modo de trabalho que goste

A empresa hoje produz cerca de 20 mil refeições por mês e tem representantes em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas Sônia garante que pode entregar em vários outros lugares:

— Onde tem avião, vai lá a nossa comidinha

Cada prato saudável custa R$ 15. Nesses 27 anos, a empreendedora afirma que não teve nenhum arrependimento

Para quem está pensando em começar um negócio próprio, a dica é procurar o Sebrae, que pode ajudar nesse processo e na construção de um plano. Outras informações podem ser obtidas pelo portal (www.sebrae.com.br) ou pelo telefone 0800 570 800. Quem sabe o negócio dá certo e você se torne o novo milionário do Brasil!

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