03/09/2013

Brasileiros recusam jornada do Mais Médicos e são afastados em Alagoas


Dois médicos foram dispensados após recusarem carga de 40 horas.
Um terceiro se apresentou sem formalizar o termo de adesão do programa.


A divergência entre a jornada de trabalho estabelecida pelo contrato do governo federal diante do programa Mais Médicos e a pretendida por alguns profissionais resultou, nesta segunda-feira (2), no afastamento de dois médicos brasileiros que deveriam atuar nos municípios alagoanos de Branquinha e Penedo. Segundo a presidente do Colegiado de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL), Normanda Santiago, eles se recusam a trabalhar 40 horas na atenção básica e propõem uma jornada de apenas 16 horas, o que corresponde a apenas 40% do tempo necessário de dedicação.

“A informação dessa divergência chegou hoje ao Cosems. Como os médicos disseram que não têm como dedicar 40 horas à atenção básica de saúde, os secretários dos municípios preferiram dispensá-los. É importante salientar que esta é uma questão isolada. Esses são apenas os primeiros médicos a chegar a Alagoas”, expôs Normanda.

Diante do impasse, o médico brasileiro Adalberto Tadeu Cabral, inscrito para atuar em Branquinha, e o médico inscrito para atuar no município de Penedo, que não teve a identidade confirmada, foram dispensados e devem ser afastados em definitivo do programa federal.

“A carência de médico para a atenção básica de saúde existe e a expectativa pelo profissional é grande. Porém, não temos como aceitar a condição proposta pelo médico Adalberto Tadeu, que disse só poder atuar por 16 horas semanais. Sem opção, tivemos que dispensá-lo, e aguardamos que ele seja substituído por outro que possa cumprir a carga horária”, falou a secretária de saúde Branquinha, Maria Isabel Lima.

“Nesta terça-feira teremos uma videoconferência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes do ministério para discutir diversas questões sobre o programa. Lá, vamos apresentar essas novas questões para que sejam tomadas as providências. Quanto aos médicos que se recusam a adotar a jornada de trabalho de 40 horas, acredito que eles podem ser afastados do programa federal por não atenderem as exigências pré-estabelecidas”, disse a presidente do Cosems/AL.

Segundo a presidente do Cosems/AL, este não foi o único problema envolvendo a vinda dos médicos brasileiros para atuar em 11 municípios alagoanos. “Na Barra de São Antônio, a médica que chegou não havia finalizado o termo de inscrição. Por isso, ela não pode atuar de imediato. Já em Coité do Noia, o município já havia conseguido um outro médico para a função e preferiu dispensar o profissional que chegou para trabalhar lá. Assim, todas essas questões serão resolvidas nesta terça-feira durante debate com os representantes do Ministério da Saúde”, completou Normanda Santiago.

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