18/10/2013

Biscoito recheado é tão viciante quanto cocaína, diz estudo



Segundo pesquisa, "centro do prazer" do cérebro de ratos reage da mesma forma com drogas e com biscoitos Oreo

Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Connecticut, nos Estados Unidos, sugere que o biscoito recheado Oreo - bastante popular no país - é tão viciante para o cérebro quanto a cocaína ou a morfina.


Reprodução
Estudo afirma que biscoito da marca Oreo produz efeito similar ao da cocaína e morfina


 
Segundo a pesquisa, o "centro de prazer" do cérebro aparentemente responde da mesma forma ao biscoito Oreo e à cocaína ou à morfina. Apesar de o estudo ter sido aplicado em ratos, os autores afirmam que é provável que ele tenha relevância entre os seres humanos, e explicaria a dificuldade que a maioria das pessoas têm em comer apenas um biscoito do pacote.
Segundo a revista Forbes, o estudo, que será apresentado à conferência anual da Sociedade de Neurociência no mês que vem, também traz outra descoberta: ratos, assim como humanos, gostam de comer primeiro o recheio, para depois comer o biscoito.
O estudo colocou ratos de laboratório em um labirinto. De um lado, biscoitos Oreo, de outro, bolinhos de arroz. Os ratos ficaram muito mais tempo do lado onde estava o biscoito Oreo.
A equipe também comparou esses resultados a ratos que foram sumetidos a testes de morfina ou cocaína. Eles descobriram que, independentemente da substância que era oferecida - biscoito, cocaína ou morfina -, os ratos ficaram a mesma quantidade de tempo do lado onde a "droga" era oferecida no labirinto.
Quando os ratos comeram biscoitos Oreo, uma proteína chamada c-Fos foi ativada na área do cérebro conhecida como "centro de prazer". "Basicamente nos diz quantas células foram ativadas em uma específica região do cérebro em resposta a drogas ou Oreos", disse Joseph Schroeder, professor da Faculdade de Connecticut que coordenou a pesquisa, segundo a Forbes.
Na verdade, os biscoitos ativaram mais células nessa parte do cérebro do que cocaína ou morfina, o que sugere que a combinação de gordura e açúcar possa ser mais agradável para o cérebro do que as drogas.

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