04/10/2013

Fugu, o peixe que chega vivo ao preparo para não envenenar o cliente


 
Já publicamos aqui no Você é forte o bastante diversas matérias sobre iguarias pra lá de estranhas que são saboreadas pelo mundo afora. Algumas podem ser descritas como simplesmente bizarras, outras como bem pouco apetitosas. Há também os pratos que são supercriativos, os que são verdadeiros desastres e, é claro, aqueles que podem ser mortais se não forem preparados com muito cuidado.
Esse é o caso do fugu, um peixe servido no Japão que deve ser preparado enquanto ainda está vivo para não envenenar o comensal. Não estranhe o nome esquisito, pois, na verdade, não se trata de nenhuma espécie misteriosa! Também conhecido como baiacu, este bichinho é considerado como o segundo vertebrado mais venenoso do planeta, ficando atrás apenas de uma pequenina rã — a Phyllobates terribilis — nativa de algumas regiões da Colômbia.
Fonte da imagem: Reprodução/Gastroville
Voltando ao fugu... o vídeo que você pode conferir abaixo — advertimos que as imagens são fortes e que o procedimento pode ser considerado bastante cruel — mostra como essa iguaria é preparada pelas mãos de um chef com 35 anos de experiência manipulando esse tipo de peixe.  
Infelizmente, o material não conta com legendas em português, mas a seguir descreveremos o procedimento de preparo.
Como você pode ver no vídeo, o fugu chega vivo à cozinha do chef, que começa dando uma bela cacetada na cabeça do animal. Depois, as barbatanas são retiradas, assim como a boca e as narinas. O próximo passo é eliminar a pele, as vísceras e os olhos do peixe que, conforme explica o cozinheiro, são extremamente venenosos e, por essa razão devem ser removidos e descartados com bastante cuidado.
Por incrível — e cruel — que pareça, o pobre bichinho continua vivo até esse ponto! O chef explica que aproximadamente um quarto do peso do animal consiste em órgãos e estruturas venenosas. Se o cozinheiro se cortar por acidente enquanto manipula esses peixes, em poucos segundos ele começaria a apresentar sérios problemas cardiorrespiratórios e morreria em poucos minutos.
O preparo do fugu demora cerca de uma hora, e o chef passa mais trinta minutos eliminando completamente qualquer vestígio de sangue que possa estar presente na carne, que também contém muitas toxinas. O descarte das vísceras é outro problema, já que muitos moradores de rua já morreram no Japão depois de consumir esses dejetos por acidente. Assim, os restaurantes precisam jogar tudo fora em lixos especiais que são lacrados com cadeados.
Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia
Depois de limpa e completamente livre de substâncias tóxicas, a carne do fugu então é habilmente cortada em fatias extrafinas, que são servidas como um dos sashimis mais caros que existem. E você, leitor, se arriscaria a provar um pedacinho?

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